Deixámos de dizer a verdade. Não sei se foi hoje, se foi ontem, ou se
esta verdade que nos deixou nunca existiu. Talvez ela seja produzida, a baixo
custo, num prédio em Daca. Talvez ela seja uma fabricação nossa, uma
industriosa mentira expedida como “Frágil” para um endereço há muito
abandonado.
– It was Agnes, the mother and
grandmother of the woman and child that I murdered, who gave me my best lesson
about love. She should hate me. [pause] But she didn’t. Instead, over the course
of time, she gave me love. [long pause] She taught me what it was.
Deixámos de dizer a vulnerabilidade, impossível medida do sucesso dos
dias, condicionados que fomos para ser máquinas perfeitas em fortalezas de
silêncio.
Homens e mulheres sem erro que estais nos assentos da certeza, alcançai
que o essencial são as viagens que fazemos uns nos outros. É nelas que retomamos
o dizer da nossa condição. Para sempre humana.
“Human”, de Yann Arthus-Bertrand,
Vol. 1
“Human”, de Yann Arthus-Bertrand,
Vol. 2
“Human”, de Yann Arthus-Bertrand,
Vol. 3
