sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Sem condição





Deixámos de dizer a verdade. Não sei se foi hoje, se foi ontem, ou se esta verdade que nos deixou nunca existiu. Talvez ela seja produzida, a baixo custo, num prédio em Daca. Talvez ela seja uma fabricação nossa, uma industriosa mentira expedida como “Frágil” para um endereço há muito abandonado.

It was Agnes, the mother and grandmother of the woman and child that I murdered, who gave me my best lesson about love. She should hate me. [pause] But she didn’t. Instead, over the course of time, she gave me love. [long pause] She taught me what it was.

Deixámos de dizer a vulnerabilidade, impossível medida do sucesso dos dias, condicionados que fomos para ser máquinas perfeitas em fortalezas de silêncio.

Homens e mulheres sem erro que estais nos assentos da certeza, alcançai que o essencial são as viagens que fazemos uns nos outros. É nelas que retomamos o dizer da nossa condição. Para sempre humana.



“Human”, de Yann Arthus-Bertrand, Vol. 1

“Human”, de Yann Arthus-Bertrand, Vol. 2

“Human”, de Yann Arthus-Bertrand, Vol. 3



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