quarta-feira, 30 de novembro de 2016






primeiros esboços



I.


Se a poesia me deixar entrar


Se a poesia me deixar entrar
na sua casa por engano,
Se ela me der a mão,
distraída no seu gesto,
Eu, inábil aceitante de sortes,
hesitarei.




II.


13:55


Foi às treze e cinquenta e cinco
que entendi a vida.
Não foi a vida estéril
onde crescem as flores de plástico.
Foi só a vida.
Às treze e cinquenta e cinco.




III.


Os teus lábios


A matemática impossível.
O porquê da guerra de Tróia.
Os meus primeiros quarenta e três anos de ignorância.
Em todas as palavras que não se deixam escrever,
Este poema que te dou
São os teus lábios.



2 comentários:

  1. O poema és tu... Ele anda dentro de ti e dança... Flui livremente com o teu sangue, brinca ao entra e sai com a tua respiração, adormece no teu sono e acorda com o teu sorriso.O poema que nos dás, são os teus lábios em palavra dizendo-te da alma e deslumbrando-nos na queda de todas as consciências!
    Adorei!
    Parabéns!

    ResponderEliminar